Isenção eleitoral obrigatória
Em véspera de eleições, o debate sobre a liberdade de imprensa continua. Já postei sobre isso há bem pouco tempo, mas não posso deixar de continuar postando a respeito, à medida que novas declarações vão surgindo, tanto na hipocrisia daqui, como nos escancarados Estados Unidos, onde até Homer Simpson já declarou seu voto. Sim, lá atores, personagens e, acreditem, até imprensa declaram apoio a quem quiserem. Sem por isso sofrerem censura oficial. Enquanto isso, por aqui o debate beira o nonsense. No Consultor Jurídico, há gente argumentando a favor da isenção forçada da nossa imprensa:
Ao explicar sobre as restrições impostas pela Lei Eleitoral, Ventura afirma que as emissoras de rádio e TV têm de ser “totalmente imparciais” ao tratar os candidatos. Isso porque, afirma, são veículos que exercem grande influência junto ao público. “Uma coisa é São Paulo e Rio. Outra coisa são pequenas emissoras que atuam no interior, em cidades pequenas”, afirma. Ventura lembra, ainda, que muitos políticos detêm concessões de rádio e TV. Com as restrições, explica, pretende-se evitar manipulações.Que me desculpe o senhor Renato Ventura, advogado especialista em Direito Eleitoral, mas o comentário dele é infeliz. Primeiro, ao subestimar a inteligência de eleitores do interior. Sim, no interior os jornais estão infestados de influência política. Mas nas grandes capitais, a coisa não difere tanto assim. Jornais de bairro fazem trabalho bastante semelhante, senão ainda mais escancarado. Para mim, esse tipo de pensamento - que por sinal é o que impera na justiça eleitoral - é o que mais ajuda a impedir o amadurecimento político da população. O que precisamos mesmo é perder o medo da abertura total quando o assunto é voto.




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