Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Censura eleitoral, enésimo capítulo

Não conheço a Daniela Bueno. Soube de sua existência ontem, ao ler um texto que publicou no jornal Gazeta do Povo, daqui de Curitiba. Aparentemente, ela andou emitindo opiniões que não devia, pelo Orkut. Acabou tendo seu perfil apagado por causa disso. E foi meter a boca no trombone.

Fui impedida de exercer (...) minha cidadania em um perfil criado somente para a mediação de comunidades políticas (visando proteger meus amigos e familiares da exposição que isso causa, dado o caráter polêmico e – para alguns – passional do tema). Tive o perfil apagado por ordem judicial, juntamente com todos os textos postados por mim em dezenas de debates em comunidades.

A comparação é cabível: fui arrastada para os porões virtuais do que poderia muito bem ser chamado de ditadura.

A explicação? (Desres)peitou a lei eleitoral. Aquela, que permite a censura de quem emite preferências ou opiniões sobre candidatos na internet, fora de seus sites oficiais. E que nos faz ter vontade de morar nos Estados Unidos, onde qualquer um fala o que quiser sobre eleição, sem maiores conseqüências legais (citando Marcelo Tas: "que bom deve ser viver num país com liberdade de expressão"). Pois bem. Fato é que ela acabou punida, assim como muitos outros vêm sendo, sejam peixes grandes ou pequenos. E fato é, também, que não dá pra ficar calado ao ver isso. Concordando ou não com sua posição política, gostando ou não dos mesmos partidos que ela. O que não dá é concordar com o fato de terem, literalmente, a censurado.

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